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Sistema público salvou 1,3 milhão de pessoas com glaucoma

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) divulgou um estudo revelando que, entre os meses de janeiro de 2019 e fevereiro de 2023, cerca de 1,3 milhão de pacientes diagnosticados com glaucoma foram salvos por médicos que realizam atendimentos na rede pública de saúde. Segundo a pesquisa, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou neste período 68.250 cirurgias de glaucoma. O maior número de procedimentos foi no ano de 2022, que totalizou 19.592 intervenções.
A pesquisa, que buscou avaliar o impacto positivo da assistência oftalmológica no Sistema SUS, afirmou que o Pará é o estado da região Norte com o maior número de tratamentos para a doença, com 46,8 mil registros nos últimos quatro anos. A divulgação desses números faz parte das atividades organizadas pelo CBO, em alusão ao Dia Nacional de Prevenção ao Glaucoma, celebrado nesta sexta-feira, dia 26 de maio.
O presidente da Sociedade Paraense de Oftalmologia, Augusto Almeida, destacou que a enfermidade é a principal causa de cegueira irreversível do mundo. “Essa doença oftalmológica afeta o nervo dos olhos e é uma patologia que não dá muitos sintomas em casos iniciais. Infelizmente, os sinais só aparecem quando o caso está muito avançado. Por isso, a importância de comparecer ao oftalmologista regularmente para percebê-la nas fases iniciais e não permitir que avance”, disse.
Ainda segundo o especialista, a doença pode surgir em qualquer fase da vida. “Independentemente da faixa etária, o glaucoma pode surgir. Porém, ele é prevalente principalmente a partir dos 40 anos. Então, o indicado é que o público a partir desta idade consulte um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano. É importante dizer ainda que o gênero não é um dos fatores de maior incidência do glaucoma, sendo homens e mulheres afetados de forma igualitária”, afirmou.Leia mais:Só 22% do público prioritário tomou vacina contra InfluenzaPará recebe R$ 8 milhões para realizar 19 mil cirurgias
O médico oftalmologista lembra ainda que a doença pode impactar muito na vida dos pacientes que são diagnosticados com glaucoma. “Antes de provocar a cegueira irreversível, quando não há tratamento, a pessoa começa a perder seu campo de visão e tem sua rotina afetada drasticamente. Alguns acidentes podem ocorrer já que alguns obstáculos não são vistos. Quem dirige, por exemplo, também pode ter problemas, pois ela impede de observar coisas ao redor dos ambientes”, contou Augusto Almeida.
Mesmo não havendo cura para o glaucoma, há tratamentos que ajudam a controlar o seu avanço e, consequentemente, diminuir a probabilidade de perda total da visão. “O tratamento do glaucoma consiste em diminuir a pressão ocular e isso é possível fazer de várias formas. A mais simples é através do uso de colírios. Mas hoje, também estamos orientando o tratamento com laser, que funciona tão bem quanto o colírio e não há efeitos colaterais. Também há as cirurgias e microcirurgias, mas o importante é procurar um oftalmologista para ter o melhor tratamento”, orienta o médico.
Por fim, o presidente da Sociedade Paraense de Oftalmologia lembrou que, assim como nos demais estados brasileiros, o Pará possui cerca de 2% da população afetada pelo glaucoma. “Não necessariamente todas essas pessoas vão evoluir para a cegueira. Aqui, o grande problema em questão é o acesso à saúde que é algo ainda precário, em relação a outras partes do Brasil. Por isso, muitas vezes, o paciente chega com a visão bem prejudicada porque não teve esse acesso imediato, tanto na saúde privada quanto na pública”, pontuou.

Fonte: DOL – Diário Online – Portal de NotÍcias 

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